segunda-feira, 19 de setembro de 2011

ATIVO IMOBILIZADO - VENDA E TRANSFERENCIA

Ativo Imobilizado
Conceito
A legislação do ICMS não contempla o conceito de “bem do ativo imobilizado”. Sendo assim, para um melhor entendimento do assunto abordado, extraímos esse conceito de trechos da Decisão Normativa CAT nº 2/00, reproduzidos a seguir, para que assim possamos compreender a interpretação do legislador estadual quanto à aplicação da não incidência do ICMS na saída desses bens.
“Decisão Normativa CAT nº 2/00
(...)
3. E, considerando que a legislação tributária deste Estado não estabeleceu nenhum conceito de tais termos, mesmo porque há disposição expressa no artigo 110 do Código Tributário Nacional em sentido contrário - ‘a lei tributária não pode alterar a definição, o conteúdo e o alcance de institutos, conceitos e formas de direito privado’ - devemos buscá-lo nos artigos 178 e 179 da Lei 6.404/76 (conceito contábil).
4. Assim, o Ativo Permanente está ‘dividido em investimentos, ativo imobilizado e ativo diferido’ (artigo 178, § 1º, alínea‘c’).
5. E, no Ativo Imobilizado, ao que aqui nos interessa, serão classificados os ‘direitos que tenham por objeto bens destinados à manutenção das atividades da companhia e da empresa, ou exercidos com essa finalidade, inclusive os de propriedade industrial’ (artigo 179, inciso IV).
6. ’Desta definição, subentende-se que neste grupo de contas do balanço são incluídos todos os bens de permanência duradoura, destinados ao funcionamento normal da sociedade e do seu empreendimento, assim como os direitos exercidos com essa finalidade’ (‘in’ Manual de Contabilidade das Sociedades por Ações - FIPECAFI - Editora Atlas, 1985, pág. 198).
7. Por sua vez, no Ativo Imobilizado estão os Bens Fixos, que ‘são aqueles que representam capitais aplicados pela empresa em caráter permanente ou quase permanente e destinados a constituir os meios de produção, com os quais as empresas atingem seu fim’, conforme nos ensina Hilário Franco (‘in’ Contabilidade Industrial - Editora Atlas).
(...)
9. Não obstante esses diversos termos possuam significados distintos, em termos contábeis, no cotidiano e em diversas legislações, e até em decisões emanadas do Poder Judiciário, costuma-se empregá-los como se fossem sinônimos.
(...)”

Não incidência do ICMS
As operações de saída de bens pertencentes ao ativo imobilizado do contribuinte encontram-se amparadas pela não incidência do imposto, nos termos do art. 7º, XIV, do RICMS-SP.
A legislação paulista reconhece a não incidência do ICMS sobre essas saídas, conforme se observa no exposto no subitem 2.1, fator esse que nos leva à distinção precisa de bens do ativo e de mercadorias.
Segundo a Versão Eletrônica do Novo Dicionário Aurélio, mercadoria é “aquilo que é objeto de comércio, bem econômico destinado à venda, mercancia”.
Dessa maneira, observa-se que, sobre a circulação de mercadorias e serviços de transporte intermunicipal e interestadual e sobre serviços de comunicação, incidirá o ICMS, imposto de competência estadual. Enquanto que as saídas de bens pertencentes ao ativo imobilizado do estabelecimento de contribuinte ficam foram do campo de incidência do ICMS.


Venda de Ativo Imobilizado
As operações de “venda” de bem integrado ao ativo imobilizado do estabelecimento não sofrem incidência do imposto, conforme previsto no art. 7º, XIV, do RICMS-SP, a seguir transcrito:
“Art. 7º - O imposto não incide sobre:
(...)
XIV - a saída do bem do ativo permanente”.
Observa-se que a expressão “saídas” abrange as operações de saída de ativo de qualquer natureza, seja por venda, por transferência, por doação, etc.
Na nota fiscal a ser emitida para acobertar a saída de bem do ativo imobilizado, além dos requisitos exigidos na legislação, deverá constar o CFOP 5.551/ 6.551, ou outro conforme o caso, bem como o fundamento legal relativo à não incidência do ICMS, no campo “Informações Complementares” do referido documento.


Cessação do lançamento do crédito na escrita fiscal
O crédito decorrente de entrada de mercadoria destinada à integração no ativo permanente (§ 10 do art. 61 do RICMS-SP):
a) será apropriado à razão de um quarenta e oito avos por mês, devendo a primeira fração ser apropriada no mês em que ocorrer a entrada no estabelecimento;
b) para o seu cálculo, terá o quociente de um quarenta e oito avos proporcionalmente aumentado ou diminuído pro rata dia, caso o período de apuração seja superior ou inferior a um mês.
Importa observar, no que couber, que fica vedado o aproveitamento do crédito relativo à mercadoria destinada à integração no ativo permanente (art. 66, § 2º, do RICMS-SP e item 3.3 da Decisão Normativa CAT nº 1/01):
a) se, previsivelmente, sua utilização relacionar-se exclusivamente com mercadoria ou serviço objeto de operações ou prestações isentas ou não tributadas;
b) em qualquer hipótese em que o bem deixar de ser utilizado no estabelecimento para o fim a que se destinar antes de decorrido o prazo de 48 meses, a partir da data da ocorrência do fato, em relação à parcela restante do crédito.
Notas Cenofisco:
1ª) O § 2º do art. 66 do RICMS-SP dispõe:
“§ 2º - Além da aplicação, no que couber, das hipóteses previstas no caput, é também vedado o crédito relativo à mercadoria destinada a integração no ativo permanente:
1 - se previsivelmente, sua utilização relacionar-se exclusivamente com mercadoria ou serviço objeto de operações ou prestações isentas ou não tributadas;”.
2ª) A Portaria CAT nº 41/03 disciplina as normas para apropriação do crédito nas aquisições de bens destinados ao ativo imobilizado, mediante emissão de nota fiscal para esse fim.
3ª) A Portaria CAT nº 25/01 disciplina as regras para escrituração do Controle de Crédito do ICMS do Ativo Permanente (CIAP).
Se porventura, ocorrer a venda desses bens, não há que se falar em estorno do crédito do imposto, bastando, para tanto, cessar o lançamento do crédito na escrita fiscal do contribuinte, considerada a atual regra de crédito do imposto prevista na legislação em vigor, com base nas disposições da Lei Complementar nº 102/00, introduzida na legislação estadual, no art. 61, §§ 10 a12, do RICMS-SP.


Transferência de Bem do Ativo Imobilizado
Cumpre nos esclarecer que, nos termos da legislação estadual em vigor, transferência é: “a operação de que decorra a saída de mercadoria ou bem de um estabelecimento com destino a outro pertencente ao mesmo titular” (art. 4º, V, do RICMS-SP).
Conforme indicado no subitem 3.1, o crédito do ICMS relativo às aquisições de bens para o ativo imobilizado será efetuado em 48 parcelas mensais, obedecidas as regras para apuração e lançamento do respectivo valor.
A operação de transferência de bem do ativo permanente está amparada pela não incidência do ICMS prevista no art. 7º, XIV, do RICMS-SP, conforme se observa no subitem 2.2, alcançando tanto as operações internas, quanto as interestaduais.
Na transferência de bem pertencente ao ativo imobilizado antes de ser concluída a apropriação de crédito indicada no subitem 3.1, fica assegurado ao estabelecimento destinatário, localizado neste Estado, o direito de creditar-se das parcelas remanescentes até consumar-se o aproveitamento integral do crédito relativo àquele bem, observado o procedimento a seguir (§ 11 do art. 61 do RICMS-SP):
a) na nota fiscal relativa à transferência do bem deverão ser indicados no campo“Informações Complementares” a expressão “Transferência de Crédito do Ativo Imobilizado - Artigo 61, § 11 do RICMS-SP”, o valor total do crédito remanescente, a quantidade e o valor das parcelas, o número, a data da nota fiscal de aquisição do bem e o valor do crédito original;
b) a nota fiscal referida na letra “a” deverá ser acompanhada de cópia reprográfica da nota fiscal relativa à aquisição do bem, a qual deverá ser conservada pelo prazo de cinco anos, conforme disposto no art. 202 do RICMS-SP.
O disposto no parágrafo anterior não alcança às operações interestaduais, tendo em vista tratar-se de uma norma regulamentar interna, que não encontra amparo em acordos (Convênio, Protocolo, etc.) celebrados no Conselho Nacional de Política Fazendária (CONFAZ).

PREFEITURA SÃO PAULO - Nota Fiscal Eletrônica do Tomador / Intermediário de Serviços - ISS/SP

Em virtude de aprimoramento no programa da Nota Fiscal Paulistana, a Prefeitura de São Paulo publicou o Decreto nº 52.610 de 31/08/2011 instituindo a emissão da Nota Fiscal Eletrônica do Tomador/ Intermediário de Serviços – NFTS, pelo contribuinte contratante do serviço, conforme comunicado:

OBRIGATORIEDADE DE EMISSÃO DA NOTA FISCAL ELETRÔNICA DO TOMADOR/INTERMEDIÁRIO DE SERVIÇOS – NFTS (REGULAMENTADA PELO DECRETO nº 52.610 DE 31/08/2011)

A obrigatoriedade acima abrange todas as empresas inscritas no Cadastro de Contribuinte Mobiliário – CCM do Município de São Paulo, inclusive os condomínios, na contratação de serviços nas seguintes hipóteses:

1 – Quando o serviço for tomado ou intermediado de prestador domiciliado/estabelecido fora do Município de São Paulo, mesmo que não haja retenção do ISS, ainda que este emita Nota Fiscal Eletrônica autorizada por aquele Município;

2 – Quando o serviço tomado ou intermediado de prestador domiciliado/estabelecido no próprio Município de São Paulo, e este não emitir Nota Fiscal de Serviços Eletrônica, Cupom Fiscal Eletrônico ou outro documento fiscal obrigatório previsto na legislação.

A emissão da NFTS de acordo com o item 1 dispensa a consulta no Cadastro de Prestadores de Outros Municípios – CPOM.

O ISS retido e não pago ou pago a menor pelo tomador ou intermediário do serviço, relativo à NFTS emitida, será enviado para inscrição em Dívida Ativa, juntamente com acréscimos legais.

O Microempreendedor Individual – MEI, optante pelo recolhimento no Simples Nacional – SIMEI, está desobrigado da emissão da NFTS.

A obrigatoriedade se dá a partir de 01 de Setembro de 2011 e o prazo para emissão da NFTS referente essa competência é 05 de Outubro de 2011. Da mesma forma será nos meses subseqüentes.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

PLANO DE CONTAS REFERENCIAL

Conforme solicitação segue link para baixar o Plano de Contas Referencial que será utilizado no FCONT, SPED CONTÁBIL e e-LALUR.

Anexo II - TABELAS DE CÓDIGO E plano de contas referencial

http://www.receita.fazenda.gov.br/Legislacao/AtosExecutivos/2011/COFIS/ADCofis031.htm

Adriano Leite
FiscalTI Cursos e Consultoria

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

FCont 2011 - Versão 4.0

Disponibilizada para download a versão 4.0 do FCont 2011, com as seguintes funcionalidades novas:

I - Classificação das contas do Plano de Contas Referencial em Fiscal, Societária e Ambas (Societária e Fiscal).
II - Substituição da denominação do lançamento de expurgo de "N" para "X".
III - Alteração na utilização dos lançamentos tipo "F" e tipo ?X? (expurgo).
IV - Criação dos lançamentos do tipo ?IS?, ?IF?, "TS", "TF", ?TR? e "EF".
V - Substituição do centro de custos fictício por registros.
VI - Recuperação de saldos local.
VII ? Geração automática do registro M025.
VIII - Novos relatórios


http://www.receita.fazenda.gov.br/Sped/Download/SpedFCont/SpedFContmultiplataforma2011.htm

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

REGRAS DE VALIDAÇÃO E NOVO PLANO DE CONTAS REFERENCIAL - FCONT

SUBSECRETARIA DE FISCALIZAÇÃOCOORDENAÇÃO-GERAL DE FISCALIZAÇÃO

ATO DECLARATÓRIO EXECUTIVO Nº 31, DE 2 DE SETEMBRO DE 2011

Dispõe sobre normas operacionais para entrega dos dados por meio do Programa Validador e Assinador da Entrada de Dados para o Controle FiscalContábil de Transição (FCONT), para o ano-calendário de 2010.O COORDENADOR-GERAL DE FISCALIZAÇÃO, no uso da atribuição que lhe confere o art.3º da Instrução Normativa RFB nº 967, de 15 de outubro de 2009, declara:

Art. 1º As regras de validação aplicáveis aos campos, registros e arquivos integrantes do Controle Fiscal Contábil de Transição (FCONT), instituído pela Instrução Normativa RFB nº 949, de 16de junho de 2009, que serão utilizadas pelo Programa Validador e Assinador para o FCONT (PVAFCONT), para o ano-calendário de 2010, são as constantes do anexo I.

Art. 2º O PVA-FCONT utilizará as tabelas de códigos internas ao Sistema Público de Escrituração Digital (Sped) e o Plano de Contas Referencial da RFB definidos no anexo II.Art. 3º Este ato revoga o Ato Declatório Executivo Cofis nº 49, de 15 de outubro de 2009, eo Ato Declatório Executivo Cofis nº 57, de 28 de dezembro de 2009.Art. 4º Este ato entra em vigor na data de sua publicação no Diário Oficial da União.

ANTONIO ZOMER